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Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Israel na Austrália. Porque não?

"O objetivo da "Solução Final" era exclusivamente o de exterminar todos os judeus europeus. Assim, nos campos de extermínio, as SS e a polícia alemã assassinaram cerca de 2.700.000 judeus utilizando mecanismos de asfixia por gás venenoso ou por fuzilamento, 3.300.000 outros israelitas morreram devido às atrocidades cometidas contra eles pelos alemães e seus colaboradores, por fome, maus-tratos, espancamento, frio, doenças, experiências “médicas” e outras formas de crueldade inimagináveis. No total, seis milhões de judeus - homens, mulheres e crianças - foram mortos pelos nazis durante o Holocausto, aproximadamente 2/3 dos judeus que viviam na Europa antes da Segunda Guerra Mundial."

In A solução final, Holocaust Memorial Museum, Washington DC

Esta temática é muita vezes esquecida nos dias de hoje. Geralmente surge-nos como historia distante, tratada em filmes dos anos 50 e 60. Aconteceu à 67 anos e os seus efeitos perduram até hoje.

Uma das consequências da 2a Guerra Mundial foi a criação do Estado de Israel.


Em Maio de 1948 é declarada a independência do Estado de Israel. 

No dia seguinte os países muçulmanos vizinhos declararam guerra e um após outro os conflitos mantém-se até hoje.


A população de Israel é constituída por 7,5 milhões de habitantes dos quais cerca de 6 milhões são judeus.

A colocação do estado judaico naquela zona do mundo foi, quanto a mim, um erro monumental.

O erro surge após a primeira Grande Guerra, quando é atribuído ao Reino Unido a responsabilidade de ser a potência administrante da Palestina. Em 1922 o mandato era semelhante à "Declaração Balfour".

Esta declaração havia sido proferida pelo ministro de negócios estrangeiros britânico Arthur Balfour, que em 1917 afirmara: "O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…", a comunidade internacional acreditava ingenuamente que naquela zona seria constituído um estado em que judeus e muçulmanos conviveriam em paz.

Não está em causa o direito dos judeus se constituirem num Estado soberano e independente dado que o seu povo é uma nação com a sua própria identidade histórica, cultural e religiosa.

Na minha opinião o Estado de Israel deveria ter sido constituído na Austrália.

Para os australianos seria uma forma de ocupar e desenvolver as zonas interiores do deserto. É de recordar que a Austrália foi tendo ao longo do sec. XX campanhas de suporte e captação de imigração para povoamento do seu vasto e árido território, pelo que não se iria opor à ideia.

Para os judeus seria uma pátria em que poderiam viver em paz, sem a indesejável vizinhança.

Para a comunidade internacional seria menos uma dor de cabeça. Os muçulmanos deixariam de ter mais esta desculpa para escoar a sua agressividade. O inimigo sionista já não estaria ás suas portas.

Quando os diplomatas não têm visão os povos é que sofrem. Vejamos o que se passa no Médio Oriente...