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Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Listagem de pedófilos.


Hoje vou abordar um tema que, para minha surpresa se tornou fraturante.

O governo vai propor a elaboração de listagens de condenados por pedofilia e sua disponibilizacão aos pais de menores com idades inferiores a 16 anos, está em debate.

Penso que o problema, mais uma vez, está a ser abordado de uma forma parcelar.

Devemos antes de mais discutir que penas consideramos justas para este tipo de criminalidade.

A justiça para ser justa, passe o pleonasmo, terá de construir uma moldura penal adequada e dura, que seja aplicada correctamente.

Chamo à discussão e sujeitas a critérios jurídicos e médicos, penas proporcionais aos crimes praticados, em que a castração química não poderá ser excluída nos casos em que tal se justifique.

A partir daqui, e partindo do princípio que as penas aplicadas são justas, será lícito que se possa continuar a condenar uma pessoa após esta ter cumprido a sua pena?

Vou estabelecer uma analogia com um ladrão. 

Após cumprida a sua pena será que podemos continuar a perseguir a pessoa? Teremos o direito de presumir que será ladrão para sempre? Conseguirá esta pessoa, alguma vez reinserir-se na sociedade?

Os defensores das listas esquecem que os potenciais listados já foram sancionados.

Os defensores da prevenção em vez da sanção, esquecem que a divulgação da identidade dos agressores já condenados, poderá servir de prevenção de futuras ocorrências.

Nisto tudo, em que parte da discussão é tido em conta o direito da vítima?

Como podemos concluir, o tema não é pacífico.

Também podemos nem sequer pensar nisso e deixarmos que os outros formatem a nossa opinião.

Coloco o assunto à vossa análise e decisão...