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Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

O Diabo vestia Hugo Boss!


Hugo Ferdinand Boss nasceu dia 8 de julho de 1885.
Começou a carreira como um simples alfaiate. Após a Primeira Grande Guerra, aos 33 anos de idade, fundou sua própria confecção em Metzingen (1923).
Em 1931 filia-se no NSDAP – Partido Nacional Nazi – liderado por Adolf Hitler, um político em ascensão na época.
Em 1933 torna-se fornecedor exclusivo dos uniformes negros das SS (Schutzstaffel), da Wehrmacht e de outras organizações nazis (sempre muito preocupadas com a elegância). Ganhou milhões de marcos entre 1934 e 1945.
De início, a produção dos uniformes era partilhada com outras alfaiatarias, e Hugo Boss também produzia roupas normais para trabalhadores e camisas.
Em 1938 a empresa passou a trabalhar em exclusivo para o Estado alemão, chegou a contar com 300 funcionários. Como era difícil encontrar mão de obra durante a guerra, a fábrica utilizou 140 prisioneiros, na sua maioria mulheres.
Após a Segunda Guerra Mundial, com o fim do regime em 1945, Boss foi considerado como “responsável” nos julgamentos de Nuremberga. Apesar disso foi autorizado a continuar na gestão da sua fábrica.
Não viveu tempo suficiente para ver a sua empresa tornar-se mundialmente famosa, morreu aos 63 anos.
“A fábrica de roupas fundada pelo senhor Hugo Boss produziu roupas de trabalho e achamos que também uniformes da SS. Não temos arquivos na companhia, mas estamos a tentar descobrir o que aconteceu“, declarou Monika Steilen, porta-voz da empresa em 1997 quando a notícia foi divulgada por uma revista austríaca.

A marca alemã Hugo Boss emitiu um pedido formal de desculpas dia 2011, por ter usado mão de obra escrava na produção de uniformes nazis durante a Segunda Guerra Mundial. No comunicado, a empresa expressa o seu profundo pesar às vítimas que sofreram na fábrica dirigida por Hugo Ferdinand. “Nós nunca escondemos nada e sempre procuramos clarificar o que aconteceu no passado. É nossa responsabilidade com a empresa, com nossos funcionários, nossos clientes e com todos os interessados na história da Hugo Boss.”
O pedido de desculpas foi feito após o lançamento de um novo livro que revela a ligação do estilista alemão com o nazismo. Segundo a publicação, Hugo Boss, não somente era o estilista preferido de Hitler como também um fervoroso adepto do partido nazi.
Sinónimo de elegância e luxo, a HUGO BOSS é um produto “Made in Germany” altamente respeitado no mundo da moda.
Mas na verdade o Diabo vestia “Hugo Boss”.
O paradoxo da situação revela-se na projecção da marca, após as revelações de 1997, a notoriedade da Hugo Boss dispara. Embora a familia já nada tenha a ver com a marca, nem sequer o nome foi alterado. Antes pelo contrario, o envolvimento nazi ajudou a vender.
Irónico, não?
A questão moral num mundo de frivolidade nem se coloca.
Os que vacilam na capacidade critica deixam-se arrastar e sem darem por isso fazem parte e alimentam esse mundo marginal e insensato…