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Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

O rei da Ericeira


D. Sebastião desapareceu no Norte de África em 1578 durante a batalha de Alcácer Quibir, naquela que foi a maior derrota militar da história de Portugal. 

O cardeal D.Henrique reinou apenas dois anos, de 4 Agosto 1578 a 31 Janeiro 1580.

Seguiu-se um período muito conturbado na sucessão por não haver descendência directa para o trono. 

É nessa altura que, por ser neto de D. Manuel I, se estabelece D.Filipe II de Habsburgo como rei. Filipe I de Portugal foi primeiro da dinastia filipina que dominou o país até à restauração de 1640.

Surge na Ericeira, identificado por alguns locais como D. Sebastião, devido a parecenças físicas notáveis, um jovem ermita da capela de S. Julião, Mateus Álvares que vestiu a pele do monarca desaparecido. 

Apoiado por Pero Afonso - um homem rico de Rio de Mouro - organizou a sua corte, com direito a rainha coroada e títulos nobiliárquicos. Ali resistiu ao governo de Lisboa e chegou a ter às suas ordens um pequeno exército de cerca de 800 homens, oriundos das terras do Oeste entre Torres Vedras e Sintra.

Assustados com as proporções que o caso assumia, as forças leais a Filipe I acabaram por esmagar militarmente o pequeno e "rústico" exército do Rei da Ericeira, punindo severamente os revoltosos e os seus líderes.

Em 1585 D. Mateus Álvares foi detido na Vila de Colares, no sopé da Serra de Sintra. Acabou executado e desmembrado na cidade de Lisboa, tendo defendido até è morte o sebástico acto de que foi principal protagonista. 

Afirmou que jamais havia querido enganar os portugueses, mas tão só libertá-los da dominação estrangeira, assumindo-se depois como impostor.

De uma forma ou de outra a Historia de Portugal repete-se:

D. Sebastião jamais regressou e até hoje somos governados por impostores...