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Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Panteras cor de rosa


O grupo já realizou cerca de 340 roubos em 35 países desde 1999. Essa atuação internacional obrigou a Interpol a intervir, criando uma equipa dedicada exclusivamente ao gangue para coordenar as operações policiais.

Calcula-se que os prejuízos causados pelo grupo totalizam 400 milhões de dólares. A maior fatia deste montante provém dos roubos realizados em julho de 2013 nas joalharias de luxo de Cannes e Nice, que somaram 136 milhões de dólares e se transformaram no maior roubo de joias da história de França.

No Japão o grupo bateu outro recorde. Em março de 2004 dois indivíduos de peruca entraram numa joalharia de luxo em Tóquio, imobilizaram um funcionário com spray de pimenta e roubaram um grande número de joias, incluindo um colar de diamantes no valor de 27 milhões de dólares. Foi o maior assalto do Japão.

Em abril de 2007 no Dubai, dois Audi entraram no centro comercial Wafi e um deles embateu na vitrina de uma joalharia, rapidamente três homens mascarados saíram com armas e martelos. Em apenas 3 minutos roubaram joias no valor de 3,5 milhões de dólares e fugiram.

O nome do grupo “Panteras Cor-De-Rosa” nasceu após a captura de um dos seus membros: Milan Jovetic. O seu grupo tinha roubado 30 milhões de dólares em diamantes da Graff Diamonds, localizada na New Bond Street de Londres.

A Scotland Yard identificou-o e capturou-o poucos dias depois. Para ocultar o produto do roubo, Milan havia tentado esconder um anel avaliado em um milhão de dólares no creme facial da sua namorada. Este era o mesmo método utilizado pelo ladrão do filme A Pantera Cor-De-Rosa, interpretado Peter Sellers na década de 1960.

Ficou preso cerca de 5 anos e voltou a Montenegro, onde se encontram a maioria dos membros da organização. O grupo é composto por 600 membros, atuam em células separadas, mas partilham métodos, contactos e origens.

Já foram presos 189, mas os “panteras” obedecem a um pacto de silêncio que as autoridades ainda não conseguiram romper. Todos eles têm formação militar e são ex-combatentes da guerra dos Balcãs. Supõe-se que o núcleo central do grupo é composto por cerca de 40 pessoas. Pensa-se que atualmente muitos deles já não estão ativos e desfrutam dos rendimentos.

As joias raramente são recuperadas. Depois de atravessar as fronteiras, são reduzidas e recolocadas à venda com certificados falsos, ou são utilizadas como moeda de troca no mercado negro.

O grupo nunca feriu alguém e alega que rouba apenas os ricos. Os métodos espetaculares, dignos da saga 007, representam a sublimação da transgressão e do risco, pelo que despertam uma certa “simpatia popular”.