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Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Roma não paga a traidores


Dos Lusitanos muito pouco resta no Portugal atual, a não ser a nossa auto designação de povo Lusitano e a ténue recordação de Viriato.

Os Lusitanos eram povos de várias tribos que habitavam no oeste e noroeste da Península Ibérica antes destas terras serem conquistadas pelos romanos. Viviam da pastorícia e do cultivo das terras. Eram tribos belicosas permanentemente envolvidas em conflitos por disputas territoriais.
 
Os romanos foram conquistando a Península, mas quando chegaram aos territórios altos e agrestes ocupados pelos Lusitanos, as dificuldades aumentaram. As tribos haviam-se unido em torno de um líder chamado Viriato.
 
A biografia de Viriato diluiu-se no tempo. Os dados que chegaram até nós são muito ténues. Viveu durante o sec. II a.C. não sabemos ao certo o seu local de nascimento, terá sido numa zona montanhosa entre os rios Douro e Tejo, zona que corresponde à região da serra da Estrela.

Segundo o historiador romano Diodoro, tornou-se o líder dos Lusitanos em 148 a.C.
 
Viriato, quando criança e à semelhança de todos os lusitanos, tinha sido pastor. Mais tarde, tornou-se caçador e depois guerreiro.

Em 147 a.C., os lusitanos renderam-se perante as tropas de Caio Vetílio, que os haviam cercado. Mas, Viriato opôs-se terminantemente a essa derrota.Organizou as suas tropas e contra-atacou, acabando por derrotá-los no desfiladeiro de Ronda, na Andaluzia, onde acabaria por matar o próprio Caio Vetílio.
 
Era um guerreiro temerário, que conhecia muito bem os territórios que defendia. A partir do ano 143 a.C. tornou-se uma verdadeira preocupação para os romanos, dadas as dificuldades que sentiam na progressão da conquista.
 
A resistência culminou em 140 a.C. numa batalha travada em Erisane, no sul da Península, na região a que hoje chamamos Andaluzia. Com a derrota dos romanos, Viriato conseguiu que fosse celebrado um acordo de paz em que o consul romano para os territórios da Hispânia Ulterior, Máximo Serviliano, reconhecia a independência da Lusitânia.
 

Viriato.JPG

 

No ano seguinte Serviliano é substituído por Quinto Servilio Cipião. O acordo foi revogado pelo novo consul para a região. Os combates tornaram a eclodir. Viriato, na tentativa de repor a paz enviou três dos seus homens de confiança, como embaixadores para renegociarem o acordo com Cipião.
 
Minuros, Audas e Ditalco, foram aliciados por Cipião para matarem Viriato. Aceitaram a missão. Quando regressaram assassinaram-no enquanto dormia.
 

Depois da morte de Viriato (139 a.C.), o exército lusitano passou a ser comandado por Táutalo Sertório. Mas as tropas lusitanas estavam muito enfraquecidas e sem uma liderança forte, acabaram por ser derrotadas.
 
Quanto aos traidores, refugiaram-se junto dos romanos após o assassinato de Viriato, reclamando o prémio prometido. No entanto, os romanos ordenaram a sua execução em praça pública, onde os seus corpos ficaram expostos com os dizeres “Roma não paga a traidores”.