Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

Está Tudo Tratado e Nada Resolvido

Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm opiniao...

O mais antigo Classico do futebol mundial

retirado do site oficial da FIFA.

Edimburgo é a capital e o centro político da Escócia. Todos os anos, ela atrai milhões de turistas ao seu famoso castelo, ao seu renomado festival cultural e às suas históricas ruas de pedra. Porém, no mundo do futebol, a cidade sempre viveu à sombra de Glasgow. A vizinha ao oeste, maior e mais populosa, é sem dúvida a capital futebolística escocesa. Nela foi estabelecido o recorde de público na Europa, quando 149.415 pessoas lotaram o Hampden Park em 1935. O estádio também é palco da acirrada disputa entre Celtic e Rangers pela supremacia do futebol nacional — rivalidade que se renova todos os anos no célebre "Old Firm", o maior clássico do país.

Juntos, os dois clubes de Glasgow — os principais da Escócia — somam nada menos do que 95 títulos nacionais. Por isso, seria normal esperar que o clássico de Edimburgo, entre Heart of Midlothian e Hibernian, fosse considerado menos relevante do que o embate entre Celtic e Rangers. No entanto, o dérbi da capital escocesa acabou desenvolvendo uma identidade própria. No próximo domingo, o Hibernian recebe o seu maior adversário no estádio Easter Road para a 616ª partida entre ambos, reeditando uma das rivalidades mais antigas do futebol mundial.
Como tudo começou
Edimburgo assistiu à primeira edição do seu dérbi no dia de Natal de 1875. O Hearts — apelido carinhoso do clube, fundado um ano antes —levou a melhor, vencendo por 1 a 0 aquela que também foi a primeira partida competitiva do Hibernian. Com o surgimento de outros torneios regionais e nacionais, não demorou para que as duas equipes começassem a se enfrentar até dez vezes na mesma temporada, o que aumentou ainda mais a rivalidade entre ambos.

Naquele tempo, já existiam outros clubes na cidade, mas, assim como em Glasgow, o futebol da capital escocesa acabou polarizado entre um clube da elite, o Hearts, e outro popular nas zonas mais humildes, o Hibernian, apoiado especialmente pela classe operária de origem irlandesa. A diferença entre Edimburgo e Glasgow é a origem da rivalidade. Enquanto na maior cidade da Escócia a religião e os traços étnicos estão por trás da disputa, no caso da capital é a geografia que explica o embate. A maior parte da torcida do Hibs vive nas zonas leste e sul da cidade, enquanto os adversários estão mais concentrados na região oeste.

O clima nos dias de jogo quase sempre é marcado por uma grande hostilidade e, durante a partida, as entradas dos atletas de ambas as equipes são, muitas vezes, duríssimas. Porém, o dérbi de Edimburgo em geral não chega ao ponto de ser influenciado pelo ódio cego que deteriorou o clássico de Glasgow. Por isso, não é tão incomum encontrar famílias "divididas" entre os dois clubes.

Pat Stanton, um dos craques históricos dos Hibs e que também defendeu o Celtic, definiu bem a diferença entre os dois encontros. "Cresci em Edimburgo e sempre torci para o Hibernian", disse. "Por isso, esse clássico sempre foi o momento mais importante para mim. Mas eu tinha e continuo tendo muitos amigos que torcem para o Hearts e sempre nos juntamos para tomar umas cervejas depois da partida. Acho que as pessoas se dão conta de que é só um jogo, mesmo que seja um que todos queiram desesperadamente ganhar."

No entanto, pela complexidade da disputa e pelo fato de que há 50 anos nenhum clube de Edimburgo vence o campeonato nacional, é inegável o clima de tensão às vésperas de cada um dos clássicos da cidade. Csaba Laszlo, técnico húngaro que passou por vários clubes europeus durante a carreira, incluindo o Hearts, atribuiu este nervosismo à importância que o futebol tem na cultura escocesa. "A personalidade das pessoas é diferente aqui", afirmou certa vez. "O que eu adoro na Escócia é que todo mundo só fala de futebol. O interesse pelo esporte é maior e, na cidade, só se comenta sobre o clássico e o esporte. O amor pelo futebol é mais valorizado aqui do que em outros países."

Números
Os dois clubes estão empatados em número de títulos — quatro para cada lado. Mas o Hearts leva uma vantagem indiscutível no confronto direto: tem 273 vitórias, contra 198 do Hibernian. Estes números incluem competições locais e foi em uma delas que o Heart of Midlothian conquistou a maior vitória no clássico: um 10 a 2 em 1893, partida que também registra a maior quantidade de gols entre os dois clubes.

A torcida do Hearts também lembra saudosamente da sequência de 22 partidas invictas contra o rival entre as décadas de 1980 e 1990, além da vitória por 2 a 1 no dia em que o clássico teve o seu maior público: em fevereiro de 1955, 65.860 pessoas lotaram Easter Road. O único consolo do Hibs nas estatísticas é ter a maior vitória no dérbi pelo Campeonato Escocês: uma celebrada goleada por 7 a 0 sobre o arquirrival no dia 1º de janeiro de 1973.

Lendas e anedotas do passado
Aquele encontro talvez seja considerado um dos pontos altos da cultura popular que gira em torno do Hibs, mas o jogo mais marcante entre ambas as equipes aconteceu há 114 anos, na final da Copa da Escócia de 1896. Foi a única vez na história que a decisão do torneio foi disputada fora de Glasgow e apenas por equipes de Edimburgo. E quem saiu triunfante foi o Hearts, que venceu por 3 a 1. Aliás, os primórdios do clássico são marcados por vitórias memoráveis da equipe de Tynecastle. A vitória por 8 a 3 em 1935, por exemplo, é uma das que teve mais incidentes nos embates entre os dois clubes.

Contudo, o Hibs logo começou a ter os seus ídolos. Foi o setor ofensivo com os "Cinco Famosos" que ajudou o clube a conquistar três Campeonatos Escoceses entre 1948 e 1952. Gordon Smith, um dos integrantes daquele histórico quinteto, voltou a vencer a competição em 1960, dessa vez defendendo o Hearts. Por conta disso, ganhou um lugar na história do futebol de Edimburgo. Mais tarde, em 1962, conquistou novamente o torneio nacional com um terceiro time de fora de Glasgow, o Dundee.

Aliás, foi Eddie Turnbull, outro integrante dos "Cinco Famosos", quem dirigiu o Hibs naquela histórica vitória por 7 a 0, durante o bom período que teve como técnico da equipe. No entanto, não demorou muito para que a balança voltasse a pender para o outro lado. Na década de 1980, o Hearts ganhou o seu herói do clássico contra o arquirrival: John Robertson, apelidado de "O Destruidor do Hibs", é até hoje o maior goleador do dérbi em jogos pelo campeonato nacional, com 27 gols.

Recentemente, entre os jogos mais inesquecíveis protagonizados pelos dois clubes, está o empate em 4 a 4 de 2003. Naquele jogo, o jovem Graham Weir, de apenas 18 anos, marcou duas vezes nos descontos para dar um ponto ao Hearts. A semifinal da Copa da Escócia de 2006 foi ainda mais marcante. Naquela partida, o Hearts goleou por 4 a 0, antes de conquistar o troféu que o Hibernian vem cobiçando desde 1902. No entanto, o clube de Easter Road conseguiu a revanche e uma taça no ano seguinte, após derrotar o arquirrival por 1 a 0 nas quartas de final da Copa da Liga e depois levar o título.

O momento
Os raros e espaçados triunfos dos dois clubes e a incapacidade compartilhada de disputar troféus com as equipes de Glasgow levaram o então presidente do Heart of Midlothian, Wallace Mercer, a fazer uma proposta radical em 1990: fundir os dois times. Um "Edinburgh United", capaz de romper o domínio de Rangers e Celtic, era o sonho de Mercer, que chegou a comprar 60% das ações do Hibs, mas viu o seu plano ir por água abaixo diante da forte oposição da indignada torcida do Hibernian.

A chegada do investidor lituano Vladimir Romanov ao Hearts, em 2005, despertou a esperança de títulos sem a necessidade de medidas como a proposta de Mercer. No entanto, apesar da conquista do vice-campeonato no ano seguinte — que acabou com o monopólio de mais de uma década das equipes de Glasgow nas duas primeiras posições da tabela —, a promessa não se cumpriu.

Por sua vez, nos últimos dez anos o Hibs tem revelado uma série de jogadores que se tornaram titulares da seleção escocesa — todos saídos das categorias de base do clube. No entanto, a equipe segue mergulhada em uma fase de instabilidade. Prova disto é o fato de o recém-contratado técnico Colin Calderwood ser o oitavo treinador do time em menos de nove anos.

Desde que assumiu o comando, Calderwood viu a sua equipe despencar para o penúltimo lugar na classificação. Por isso, o clássico do próximo domingo não parece ser o momento ideal para a estreia de um treinador diante da própria torcida. Para ele, no entanto, este pode ser "o início perfeito" para a sua gestão. Se conseguir uma vitória que dê aos torcedores do Hibernian a chance de fazer piadas com os adversários, ele pode estar certo.

Benfica x Porto

Retirado do site oficial da FIFA.

O grande duelo português
Assim como acontece em muitas rivalidades, a antipatia entre as duas maiores cidades portuguesas, e entre os dois clubes de futebol mais bem-sucedidos de Portugal, tem raízes na história política, cultural e esportiva do país. Localizada no norte, Porto é uma cidade industrial e de classe operária com um forte espírito independente. No sul está Lisboa, a capital rica, poderosa e cheia de encantos.

O clássico Porto e Benfica incorpora essa grande divisão e, nos últimos anos, uma mudança na hegemonia intensificou a rivalidade. Historicamente, as Águias são o clube mais vitorioso do futebol português, mas os Dragões têm sido a força dominante nas últimas duas décadas.

Origens
A primeira partida entre Porto e Benfica foi um amistoso jogado no dia 28 de abril de 1912. O time da capital venceu por 8 a 2. Oito anos se passaram até que o Porto conseguisse a primeira vitória no confronto, um emocionante 3 a 2, e quase outros nove até que voltasse a vencer.

O Benfica conquistou três títulos do Campeonato Português na década de 1930 e outros três nos anos 1940, além da Copa Latina de 1950. Com os triunfos, a cotação dos lisboetas começou a disparar, mas isso era só um aperitivo do que estava por vir. Nos anos 1960, liderada pelo ícone Eusébio, a equipe venceu oito campeonatos nacionais e duas Copas dos Campeões da Europa, derrotando Barcelona e Real Madrid em 1961 e 1962, respectivamente. O Benfica disputou outras três finais da maior competição europeia na sua década de ouro, mas não voltou a levantar a taça. No entanto, o clube manteve a sua superioridade no futebol lusitano ao longo dos anos 1970 e 1980.

Já o Porto, depois de passar quase vinte anos sem vencer o Campeonato Português, conquistou vários títulos a partir do final dos anos 1970. O clube manteve a boa fase na década seguinte, com quatro títulos nacionais, duas Copas de Portugal e uma Copa dos Campeões da Europa.

Mas foi nos anos 1990 que os Dragões começaram a monopolizar o futebol português, conquistando o certame nacional por cinco vezes seguidas, um recorde. Nos anos 2000 já são cinco títulos do Campeonato Português, além de uma Copa da UEFA e uma Liga dos Campeões da Europa, estas conquistadas sob o comando de José Mourinho e com uma legião de brasileiros.

Alguns números
Nas 240 partidas disputadas entre os dois clubes, incluindo amistosos, as Águias têm ligeira vantagem sobre os rivais do norte, com 94 vitórias contra 91. Ambos se saíram muito melhor jogando em casa. São 70 vitórias do Porto no Estádio do Dragão e 72 do Benfica no Estádio da Luz.

No cômputo geral, o Benfica continua sendo o clube português mais vitorioso, com 31 títulos nacionais. O Porto é o segundo maior vencedor, com 23. Ambos conquistaram a maior competição europeia de clubes em duas ocasiões.

O gigante lisboeta registra mais de 160 mil sócios pagantes e 14 milhões de torcedores em todo o mundo. Em 2006, o Benfica entrou para o Livro Guinness dos Recordes como o clube de futebol com o maior número de associados. Curiosamente, o clube também tem mais torcedores no norte português do que o time do Porto.

Atualmente
Alguns torcedores acreditam que a rivalidade foi personificada por dois ex-jogadores, João Pinto, do Benfica, e Paulinho Santos, do Porto. Apesar de terem sido companheiros de seleção portuguesa, ambos admitiram publicamente a grande antipatia que sentiam um pelo outro. A rixa durou muitos anos e alguns jogos terminaram com os dois expulsos de campo por se envolverem em brigas.

No entanto, a intensidade do clássico precede e transcende o envolvimento da dupla de jogadores. A rivalidade se agravou ultimamente com a transferência do atacante Cristian Rodríguez da capital para o Estádio do Dragão. O uruguaio foi o terceiro jogador da história recente a trocar o Benfica pelo Porto.

Porto e Benfica escreveram capítulos memoráveis da história do futebol lusitano. Com 23 dos últimos 26 títulos portugueses entre as duas equipes, a eterna rivalidade não dá sinal de trégua.

International Boxing Hall of Fame

O texto que compus pretende ser uma homenagem a um desporto que tanto admiro. Todos estes homens fazem parte da selecção de pugilistas que entraram para galeria dos mais distintos boxeurs de todos os tempos em várias categorias. Hoje estão imortalizados no International Boxing Hall of Fame.

James John Corbett (São Francisco, 1 de setembro de 1866 - Nova Iorque, 18 de fevereiro de 1933) Campeão mundial dos pesos-pesados entre 1892 e 1897. James Corbett foi considerado um inovador na arte do pugilismo devido a uma apurada técnica, não baseada na força.  Foi a partir de Corbett que o boxe deixou de ser encarado como uma mera luta entre duas pessoas e passou a ser considerado realmente como uma prática desportiva.
Faleceu em 1933, aos 77 anos de idade, tendo sido sepultado no Cypress Hills Cemetery, em Brooklyn, N. York.


John Arthur Johnson (Galveston, 31 de março de 1878 - Raleigh, 10 de junho de 1946) Entrou para história ao tornar-se o primeiro boxeur negro campeão mundial dos pesos-pesados, título este que foi conquistado em 1908 e mantido até 1915. 
Filho de ex-escravos, Jack Johnson largou a escola para trabalhar como estivador nas docas. Defendeu o seu título por 6 vezes e combateu até aos 65 anos.
Johnson faleceu em 1946, aos 68 anos, vítima de em um acidente de carro. O seu corpo encontra-se sepultado no Graceland Cemetery, em Chicago.


Robert James Fitzsmimons (Helston, Inglaterra, 26 de maio de 1863 - Chicago, 22 de outubro de 1917) Foi um formidável pugilista britânico, tendo sido o primeiro na história a conquistar os títulos mundiais em três categorias de peso diferentes.
Bob Fitzsimmons foi campeão mundial dos pesos-médios de 1891 a 1894, campeão mundial dos pesos-pesados de 1897 a 1899 e campeão mundial dos meios-pesados de 1903 a 1905.
Faleceu em 1917, aos 54 anos vitima de uma pneumonia. O seu corpo encontra-se sepultado no Graceland Cemetery, em Chicago.

William Harrison "Jack" Dempsey (Manassa, Colorado, 24 de Junho de 1895 — Nova Iorque, 31 de Maio de 1983). Manteve o título de campeão mundial dos pesos-pesados entre 1919 e 1926. O estilo agressivo e o poder destruidor fizeram dele um dos pugilistas mais populares em toda a história do boxe. Ágil, forte e bastante agressivo, Dempsey usava combinações e golpes duros para minar seus adversários, que não raramente eram mais altos do que ele próprio. Além disso, Dempsey, que era destro, também era capaz de assumir uma postura de canhoto durante um combate, o que confundia os adversários e ajudou a notabilizar seu potente gancho de esquerda. Jack Dempsey faleceu em 1983, aos 87 anos de idade devido a insuficiência cardíaca. O seu corpo encontra-se sepultado no Southampton Cemetery, em Nova Iorque.


James Walter Braddock (Nova Iorque, 7 de Junho de 1905 — North Bergen, 29 de Novembro de 1974) foi um pugilista da categoria peso-pesado que lutou com o pseudônimo James J. Braddock. Também foi conhecido como "Cinderella Man", devido as suas origens pobres, como no conto de fadas da Cinderela, tornou-se rico. Na crise da bolsa perdeu tudo e teve de voltar a combater, tendo sido escolhido para lutar contra Max Baer. Braddock surpreendeu novamente, e lutando em 13 de junho de 1935 no Madison Square Garden Bowl venceu Baer, que era quatro anos mais jovem, num dos combates mais impressionantes da história do boxe. O título permaneceria com Braddock durante dois anos, até perdê-lo para o jovem Joe Louis. A sua vida é contada no filme "The Cinderella Man" de Ron Howard com Russel Crowe no papel de Braddock.



Joseph Louis Barrow (La Fayette, Alabama, 13 de maio de 1914 – Las Vegas, Nevada, 12 de abril de 1981) Joe Louis manteve o título dos pesos pesados durante doze anos (1937-1948), defendendo-o em 26 lutas. Um dos combates que marcou a sua carreira foi contra o alemão Max Schmelling, em 1938. O combate foi uma desforra de dois anos antes, quando Louis sofreu uma das piores derrotas de sua carreira. Ganhou também contornos políticos porque Hitler utilizou a vitória de Schmelling como propaganda do nazismo, provando que a raça ariana era superior. Desta vez Louis venceu e manteve o seu título de campeão mundial. Joe Louis morreu em 12 de Abril de 1981, aos 66 anos, de ataque cardíaco.


Max Schmeling (Klein Luckow, 28 de Setembro de 1905 — Wenzendorf, 2 de Fevereiro de 2005) foi um pugilista alemão.
Foi Campeão mundial dos pesos-pesados entre 1930 e 1932. Durante o auge de sua carreira foi usado por Hitler como exemplo para provar a supremacia da raça ariana.  Após a sua derrota frente a Joe Louis caiu em desgraça. 
Total de lutas 70, Vitórias 56, Vitórias por ko 40, derrotas 10 e Empates 4.


Rocco Francis Marchegiano, ou apenas Rocky Marciano (Brockton, Massachusetts, 1 de Setembro de 1923 — Des Moines, Iowa, 31 de Agosto de 1969) Conhecido por seus golpes potentes, Marciano nunca perdeu um combate enquanto esteve nos ringues. Somou 49 vitórias, sendo 43 por KO, marca nunca superada até hoje. Rocky ficou conhecido também por nunca subestimar nenhum dos seus adversários, era humilde e modesto. Vale a pena lembrar que Rocky foi o último branco campeão dos pesos pesados durante muito tempo. Após a sua carreira ter terminado iniciou-se a supremacia dos atletas negros nos ringues que durou até a chegada de Tommy Morrison nos anos 1990, e posteriormente, dos irmãos ucranianos Vitali e Wladimir Klitschko que unificaram os títulos mundiais. Na sua carreira praticamente perfeita ficou com o título de 23 de Setembro de 1952 até 30 de Novembro de 1956, quando se retirou do boxe sem nunca ter perdido ou empatado. A sua vida inspirou o filme "Rocky", de Sylvester Stallone (Oscar de Melhor Filme em 1976).


Walker Smith Jr. (Ailey, 3 de maio de 1921 - Culver City, 12 de abril de 1989), mais conhecido como Sugar Ray Robinson. Esteve activo entre as décadas de 1940 e 1950. Como pugilista amador conseguiu um recorde de 85 vitórias, sendo 69 por KO e 40 destas terminaram no primeiro round. Manteve seu título mundial de 1946 até 1951 e ganhou o título de peso-médio em 1951. Sua única derrota foi para Jake LaMotta, a quem derrotou por cinco vezes. Sugar Ray Robinson foi considerado o maior pugilista de todos os tempos pela ESPN. Era famoso pela sua dança em torno do adversário, como um autêntico bailarino. Ainda hoje é dado como exemplo aos formandos  pelo seu incrível jogo de pés. Sugar Ray Robinson é considerado o precursor do pugilista moderno quer pela maneira de estar em ringue, quer fora dele. Após a sua retirada, Robinson tentou uma carreira como artista sem grande sucesso. Viveu modestamente até sua morte em 1989. Em 2006 a sua imagem foi colocada num selo comemorativo pela United States Postal Service.




Giacobe LaMotta (10 de julho de 1921), mais conhecido como Jake LaMotta, também apelidado de "The Bronx Bull" e "The Raging Bull",  foi campeão na categoria meio-pesados. LaMotta, nascido no bairro do Bronx, em Nova York, começou a lutar boxe ainda muito novo quando o pai o obrigou lutar com crianças da vizinhança para o divertimento dos adultos. Em 1941, aos 19 anos, ele começou a lutar profissionalmente. Com 83 vitórias (30 KO) 19 derrotas e 4 empates, La Motta foi o primeiro homem a vencer Sugar Ray Robinson, criando uma rivalidade que se manteve em 6 combates memoráveis. Foi suspenso por suspeita de fraude numa derrota com Billy Fox. Posteriormente, Jake LaMotta admitiria ter perdido de propósito. Sua história é contada no filme de Martin Scorsese "O touro enraivecido". Robert De Niro no papel de LaMotta ganhou o Oscar de melhor actor em 1981. Decadente após a reforma, Jake La Motta foi preso, perdeu um filho, e lançou vários livros sobre sua carreira e suas lutas com Sugar Ray Robinson. Actualmente tem 93 anos e vive em Nova York.


Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr., (Louisville, 17 de janeiro de 1942) é para muitos o melhor pugilista de todos os tempos. É mundialmente conhecido não somente pelo que fez nos ringues, mas também pelas suas posições políticas. Ali foi eleito " O Desportista do Século" pela revista americana Sports Illustrated em 1999. É o mais mediático pugilista de sempre. Aos 18 anos ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Roma. A sua fama como profissional começou aos 22 anos, quando surpreende o campeão do mundo de então Sonny Liston. Ao longo da sua carreira em 62 combates perdeu apenas 5.


Joseph William Frazier, conhecido como Smokin' Joe (Beaufort, Carolina do Sul, 12 de Janeiro de 1944 - Filadélfia, 7 de novembro de 2011) A sua carreira estendeu-se pelas décadas de 1960 e 1970. Ficaram famosos os três combates que disputou com Muhammad Ali pelo título de campeão de pesos pesados. Em 1975 travou em Manila o mais épico de todos. Muhammad Ali venceu, mas afirmou no fim: "Nunca estive tão próximo da morte". Dois dias antes da morte de Joe Frazier por cancro, Muhammad Ali declarou: "As notícias são difíceis de acreditar e ainda mais difíceis de aceitar, Joe foi o maior lutador que defrontei, é um campeão e eu rezo para que esteja a lutar agora".


George Edward Foreman ( Marshall, Texas, 10 de janeiro de 1949) Duas vezes campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968. Os seus títulos mundiais foram em 1973 e 1994, sendo o último aos 45 anos por ko a um pugilista de 26 anos Michael Moorer no 10.º round e estabelecendo assim o recorde, de campeão com maior idade entre os pesos-pesados. Em 81 combates venceu 76, sendo 68 por ko. Juntamente com Muhammad Ali e Joe Frazier, é considerado um dos maiores pesos-pesados de todos os tempos. George  Foreman é agora um homem de negócios bem-sucedido e um ministro cristão que tem sua própria igreja.



Sugar Ray Leonard (Wilmington, Carolina do Norte, 17 de maio de 1956) é um ex-pugilista americano. Foi campeão olímpico e profissional. Ficou três anos afastado devido a uma operação na retina esquerda depois de conquistar os dois títulos mundiais nas categorias dos meio-médios e dos médio-ligeiros. Retornou em 1987 e ficou com o título em mais quatro categorias: médios, supermédios, meio-pesados e pesados. Seu recorde foi: 40 combates, 36 vitórias, 25 por KO, 3 derrotas, 1 empate. O seu estilo no ringue baseava-se na técnica de pés do ídolo de sempre Sugar Ray Robinson. Na sua autobiografia publicada em 2011, revelou corajosamente haver sido molestado sexualmente por um técnico.



Michael Gerard Tyson (Nova Iorque, 30 de Junho de 1966), mais conhecido por Mike Tyson ou Malik Abdul Aziz. Teve um desenvolvimento físico precoce. Aos 12 anos pesava mais de 80 kg, com musculatura bem desenvolvida para um miúdo. Aos 15 era um peso pesado veloz. Aos 18 nem mesmo seu treinador ficava de pé. Aos 20 anos tornou-se campeão mundial, o mais jovem peso pesado a conseguir este feito. Obviamente haveria consequências para tamanha performance num período tão curto de tempo. Assim, quando Tyson completou 30 anos, já era possível perceber que precocemente também estava a perder o seu vigor físico, a devastadora temporada de ko e títulos mundiais chegava ao fim para Mike Tyson, o resto da sua história é conhecida.

Julio César Chávez (Ciudad Obregón, Sonora, 12 de julho de 1962) pugilista mexicano. Foi campeão mundial em três diferentes categorias, permaneceu invicto até 1994, após 90 combates.  É considerado um dos melhores pugilistas de todos os tempos, contando com várias indicações como boxeur do ano pelo Conselho Mundial de Boxe (CMB), outorgada pela prestigiada revista The Ring. Ganhou cinco títulos mundiais em diferentes categorias e tem um cartel de 107 combates, com 102 vitórias, 2 empates e 3 derrotas..



Enviado do meu iPad

A lenda da Hello Kitty e os seus demónios

Reza lenda que uma menina de 14 anos tinha cancro na boca em fase terminal.

A mãe desesperada e já quase sem nenhuma esperança teria recorrido a um pacto com o diabo em que ela pedia a cura de sua filha em troca criaria uma marca que agradasse ao mundo inteiro. A menina curou-se e a mãe cumpriu sua palavra. Dizem que é por isso que a Hello Kitty não tem boca.

Outras pessoas afirmam que o facto da Hello Kitty ter sido inventada sem boca não passa apenas de uma crítica contra a submissão das mulheres japonesas.

A palavra Hello, em inglês quer dizer olá. A palavra Kitty, é de origem chinesa e quer dizer demónio. Logo, Hello Kitty quer dizer: “Olá demónio”.


O assassinato da Hello Kitty.

Em 1999 em Hong Kong uma mulher de 23 anos de nome Fan Man-yee, que trabalhava numa casa nocturna como acompanhante foi sequestrada por 3 homens para cobrarem uma divida de trafico de droga.

Após um mês de sevicias, morreu de overdose. A sua cabeça decapitada foi colocada numa boneca Hello Kitty.

Os assassinos foram denunciados anos depois por uma antiga namorada de um dos três autores que relatou ter pesadelos contínuos e de ser assombrada pelo fantasma de Fan. Actualmente cumprem pena de prisão.

A única ligação desta história à Hello Kitty foi o facto de terem colocado a cabeça da vitima numa boneca da marca.


A Hello Kitty foi criada pela designer Ikuko Shimizu em 1974 para a empresa japonesa, a Sanrio. O personagem é a figura de uma gata branca com traços humanos que usa um laço ou flor na orelha esquerda e não possui boca. Reparem que ela também não tem sobrancelhas. Estas características possibilitam que as pessoas projectem as suas próprias emoções na boneca. Este é, talvez, o maior segredo do seu sucesso.

Nos desenhos animados Hello Kitty tem boca.

O nome Kitty (Gatinha) veio de um dos gatos que Alice criava no livro Through the Looking Glass de Lewis Carroll.

A bonequinha em forma de uma gata recebeu o nome em inglês porque a cultura britânica era popular entre as meninas japonesas na época da sua criação e porque com essa designação seria mais fácil a sua projecção internacional.

A partir de algumas análises e conclusões precipitadas, podem construir-se mentiras verosímeis que, se não tivermos um espirito critico e atento, nos pode levar a crer em histórias, factos ou argumentos falseados, com difusão assegurada. Com estes exemplos quis demonstrar como se pode construir um mito urbano por via da WEB.

Devemos sempre colocar em causa a informação que recebemos porque existem sempre interesses inconfessados em quem nos quer fazer crer em algo.

Por mim, me confesso que gosto muito de ver a Hello Kitty nas cuecas de senhora, é um fetiche bem real e nada místico.

Hipocrisia (reflexões de outros)

"Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os actores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência."
In Wikipédia

“Um hipócrita lembra-me um homem que assassinou os pais e que, quando vai receber a sentença, pede clemência alegando ser órfão”.
Abraham Lincoln

"Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados, e é lícito até perguntarmo-nos se um certo grau de hipocrisia não será necessário à manutenção e à conservação da civilização, dado o reduzido número de homens nos quais a tendência para a vida civilizada se tornou uma propriedade orgânica."
Sigmund Freud

"Ninguém pode, por muito tempo, ter um rosto para si mesmo e outro para a multidão sem no final confundir qual deles é o verdadeiro."
Nathaniel Hawthorne

"Podemos pretender ser quanto queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos."
José Ortega y Gasset

"Um homem pode agradar e sorrir e não passar de um facínora."
William Shakespeare

"Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço."

"Eu não sei porque razão
Certos homens, a meu ver,
Quanto mais pequenos são
Maiores querem parecer."
Antonio Aleixo

Pág. 1/2